O curso de inglês online da EVESP

Um vídeo institucional do curso de inglês online da Escola Virtual de Programas Educacionais do Estado de São Paulo (EVESP).

Esse curso começou em março deste ano e agora está com matrículas abertas para o segundo grupo de alunos.

Alunos do Inglês Online aprovam participação no curso

“O curso online é muito interessante, pois a internet já é um ambiente com o qual estamos acostumados”(comentário de uma aluna)

Custos para um programa de Um computador por aluno: 1 + 1 + 3 + 5?

Depois de ler o comentário de Hoppenheimer (2012) e o relatório do BID com as análises feitas sobre o programa de entrega de laptops nas escolas peruanas (Santiago et al., 2010), considero que deve ser pensada uma fórmula de custos mais ou menos semelhante a esta:

 1 + 1 + 3 + 5:

Um (1) real gasto com computadores

+

Um (1) real gasto em infraestrutura tecnológica e de manutenção desses computadores

+

Três (3) reais gastos em softwares educativos e sistemas de apoio

+

Cinco (5) reais em programas de formação permanente para os professores

 Em resumo, apenas dar computadores para alunos e professores melhora a inserção social, a autoestima e algumas aprendizagens, mas não parece melhorar o desempenho nas avaliações estandardizadas feitas de disciplinas como língua e matemáticas, pelo menos no caso do Peru e nas condições que foram avaliadas nessa pesquisa.

A fórmula acima poderia ser aplicada também para tablets.

Fontes:

SANTIAGO, Ana et al.. Evaluación experimental del Programa “Una laptop por niño en Perú”.BID Educación. Aportes, n. 5, julio 2010. http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=35370099

HOPPENHEIMER,  Andrés. El futuro de las latops escolares. El Nuevo Herald, 25-04-2012. http://www.elnuevoherald.com/2012/04/21/1184543_p2/andres-oppenheimer-el-futuro-de.html

História das ferramentas ou tecnologias de aprendizagem

[Clique na imagem para ampliar]

Para quem não saiba sobre a “teaching machine” que aparece no infográfico, podem ver este vídeo da máquina de ensinar de Skinner (lembram do behaviorismo?) e como um exemplo da tecnologia mais recente podem ver este comentário feito no blog em 2010 “Professor robô para ensinar inglês“.

Fonte: http://edudemic.com/wp-content/uploads/2012/04/SchoolTools.jpg
http://edudemic.com/wp-content/uploads/2012/04/SchoolTools.pdf

Para projetos com outras escolas

Uma sugestão de plataforma para coordenação de projetos pode ser esta:  E-pals (http://www.epals.com )
E a comunicação/interação pode ser por e-mail, wikis, blogs ou pelo áudio, utilizando, por exemplo, o Skype (http://education.skype.com)

http://www.epals.com

http://education.skype.com

Você tem alguma outra sugestão? Algum relato de experiência para contar sobre projetos colaborativos realizados entre escolas?

O projeto EPG e as competências do professor de línguas

De acordo com o European Profiling Grid (EPG),  um projeto em andamento por várias instituições com a intenção de levantar as competências que deve ter um professor de línguas estrangeiras,  esse professor, além de ter conhecimentos de língua e cultura, qualificação e conduta profissional adequadas, deverá ter também as seguintes competências:
- metodologia (conhecimentos e habilidades)
- planejamento de lições e cursos
- interação com as aprendizes
- avaliação
- uso de mídias digitais.

Podemos ver mais sobre este projeto na apresentação de Elena Verdia (do Instituto Cervantes), no XII Encontro Prático do Professorado de ELE acontecido em Madri recentemente e que conhecemos graças ao resumo que apareceu no blog Babylon Idiomas ELEAulas.

Línguas estrangeras no ENADE?

No Saber Pro, uma prova feita pelo ministério de educação colombiano para avaliar a qualidade do ensino superior, que é semelhante ao ENADE brasileiro, existem perguntas para testar os conhecimentos de inglês em todas as carreiras universitárias e técnicas desse país irmão.

O que aconteceria aqui no Brasil se o ENADE decide avaliar línguas estrangeiras (inglês e/ou espanhol) de forma obrigatória para os que terminam uma carreira universitária?

Seria bom? Acho que sim, pois seria um incentivo à leitura instrumental e técnica e uma garantia de melhor formação e desenvolvimento profissional dos egressados.

Conteúdos digitais de inglês e espanhol na Educopédia

Inglès e espanhol estão presentes, junto com outras disciplinas, no portal educacional Educopédia (http://www.educopedia.com.br) da Secretaria de Educação do Estado de Rio de Janeiro.

Podem entrar como visitantes e ver as propostas  de cada uma das disciplinas para cada ano escolar.

Ainda há muito por fazer mas considero que o fato de ter uma plataforma centralizadora de conteúdos para uma melhor organização curricular já é meio caminho andado. O aperfeiçoamento e melhor qualidade de conteúdos e processos são coisas que com certeza virão depois.  Reparem também na vantagem manifestada por uma pessoa no vídeo: com Educopédia é possível ver (e relembrar) os conteúdos já dados em outros momentos.

Parabéns para os gestores e docentes da SEEDUC de Rio de Janeiro pelo projeto Educopédia.

Image

Image

http://www.educopedia.com.br

Tablets invadem a sala de aula

Aparelhos começam a dividir a atenção dos alunos com apostilas impressas. Nova tecnologia deve ser introduzida com cautela

Professor do Colégio Positivo seleciona simuladores de Física no seu tablet: novas possibilidades de ensino com o uso da tecnologia em sala de aula

Professor do Colégio Positivo seleciona simuladores de Física no seu tablet: novas possibilidades de ensino com o uso da tecnologia em sala de aula

Eles invadiram as casas, os escritórios e agora também as salas de aula. Os tablets, computadores portáteis em formato de prancheta sensíveis ao toque, cheios de recursos audiovisuais e com acesso à internet, já estão sendo utilizados por Escolas para aprimorar o ensino tradicional e ganhar a atenção dos alunos – cada vez mais conectados e fascinados com o mundo virtual.

A aposta nos aparelhos é tão grande que alguns colégios de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília já começam a exigi-los na lista de material Escolar, inclusive com a abolição das apostilas. Em Curitiba, colégios particulares como Positivo e Dom Bosco não chegaram a tanto, mas já se valem do aparelho em grande parte de suas atividades do ensino médio. Depoimentos

Veja como os alunos avaliam a ferramenta:

“Antes eu precisava chegar em casa para iniciar uma tarefa ou fazer uma pesquisa. Com o tablet, ganhei tempo. Ele auxilia em praticamente todas as matérias, em especial em Física e Português. Mas, quando se trata de Literatura, ainda prefiro os livros.”

Giovanna Cantelli, 16 anos.

“A aula ficou mais divertida. Os alunos receberam bem a novidade. É útil, por exemplo, numa aula de Biologia, com vídeos para entender melhor o funcionamento das células, ou em Física, com simuladores de velocidade. Acho que o tablet pode conviver bem com a leitura e a escrita, basta que os professores consigam incentivar os alunos.”

Alexandre Slaviero, 16 anos.

“O tablet ajuda muito por rodar vídeos em 3D e isso facilita a resolução de exercícios. Também dá para pesquisar informações extras e mandar tudo por e-mail ao professor, com uma economia de papel. Acho que o tablet tem mais a ver com a nossa realidade, mas não acho que vá substituir os livros, pelo menos, não agora.”
Erich Santos, 16 anos.

Veja orientações de como usar a tecnologia a favor do aprendizado:

ESCLARECIMENTO

- Antes de introduzir o tablet nas Escolas, a direção e a coordenação pedagógica devem se assegurar de que os professores sabem lidar com a tecnologia. A Escola também deve estar aberta a eventuais dúvidas e questionamentos dos pais, já que muitos também desconhecem o uso do aparelho. Por fim, é preciso garantir a manutenção constante do tablet, caso contrário, haverá perda de dinheiro e, principalmente, de oportunidades.

PLANEJAMENTO

- O professor, o aluno e os pais devem ter conhecimento prévio de como o aparelho será usado em sala de aula. Isso envolve planejamento. Em quais disciplinas ele será utilizado? Em quais atividades? Por quanto tempo? De que forma ele ajudará a aprimorar o aprendizado?

Os pais devem ser chamados a expressar suas opiniões e a novidade ser introduzida aos poucos para não causar rejeição.

MIGRAÇÃO X APRIMORAMENTO

- Não se deve usar o tablet apenas com o intuito de economizar papel ou diminuir o peso do material Escolar na mochila dos alunos. O foco deve ser o aprimoramento. Se houver apenas a migração de um meio para o outro, sem o aperfeiçoamento do método pedagógico, os alunos não perceberão o potencial dessa tecnologia e podem ver o processo apenas como entretenimento.

ACOMPANHAMENTO

- O uso do equipamento permite que os alunos consultem informações a toda hora na internet. Essa prática deve ser acompanhada de perto pelos professores, que devem informar quais sites e páginas são seguros e como usar corretamente a informação. Os educadores devem estar sempre presentes durante quaisquer atividades, para explorar a tecnologia junto aos alunos e responder a eventuais questionamentos.

DISPERSÃO

- Ao usar uma plataforma com tantos recursos audiovisuais, o aluno pode se dispersar e perder o foco nas atividades Escolares.

O ideal é que professores e alunos tracem objetivos claros a respeito do que deve ser feito e, com a tarefa cumprida, é até possível que haja um espaço para o acesso a sites diversos – sempre supervisionado pelos professores e com a anuência dos pais.

No Colégio Dom Bosco foram distribuídos 637 tablets pelo projeto Dom Digital, iniciado em 2010 com a entrega de notebooks a alunos do ensino médio. Em 2011 foram adotados os tablets, mais funcionais e fáceis de manusear e carregar. Na opinião do diretor-geral do grupo, Durval Antunes Filho, o recurso veio para ficar. “Ou você se moderniza, ou está fadado ao insucesso. Hoje o aluno quer informação rápida, e você precisa dotar o professor de recursos para que ele acompanhe essa nova era.” Os alunos levam o equipamento para casa.

No Colégio Positivo, os tablets são distribuídos aos alunos do 1.º e do 2.° ano do ensino médio. Na Sede Ângelo Sampaio, 220 alunos que cursam o ensino integral utilizam o equipamento durante as atividades pedagógicas. “As aulas ficam mais divertidas. Acho que o tablet vai estar cada vez maispresente em sala de aula”, diz o estudante do 2.º ano do colégio Alexandre Slaviero. O tablet é utilizado principalmente em aulas de Física e Matemática, que exigem muitos conceitos abstratos e cálculos. Ao final das aulas, os alunos devolvem os aparelhos.

DESAFIOS

Antes de introduzir o tablet em sala de aula, a professora da Universidade Federal do Paraná Gláucia da Silva Brito, especialista no uso de tecnologias no ensino, lembra que a Escola precisa se planejar para não desperdiçar oportunidades. A familiaridade dos alunos com os recursos disponíveis pode ser tanto uma forma de prender a atenção para um conteúdo mais interessante quanto um motivo de dispersão e consequente perda de controle por parte dos professores.

Nos dois colégios, os professores monitoram constantemente o conteúdo acessado e a visita a redes sociais e sites alheios à aula é bloqueada. Especialistas, no entanto, afirmam que o processo exige menos repressão e mais planejamento, pois até as redes sociais como Facebook e microblogs como Twitter podem ser úteis no processo de aprendizado.

“É preciso se perguntar: como eu posso utilizar essa ferramenta para dar uma aula de Português, de Matemática ou de Física? Em quais atividades? Por quanto tempo? Antes de tudo, é preciso dominar o conteúdo e saber dar aula. É o conteúdo que vai fazer a diferença”, diz Gláucia, que defende o uso de tecnologia em sala de aula. “Os professores têm de ser professores de seu tempo.”

PROFESSOR PRECISA ESTAR CAPACITADO

Como a tecnologia dos tablets ainda é nova – os primeiros modelos surgiram em 2010 –, ainda há dúvidas por parte dos professores a respeito do potencial do equipamento em sala de aula. Para a coordenadora do curso de pós-graduação em Educomunicação da FAE Business School, Regina Luque, o principal obstáculo é a capacitação de professores, que muitas vezes não têm familiaridade com as tecnologias da informação e Educação como um todo.

Sem a formação, diz a professora, desperdiça-se a oportunidade de aproximar o aluno do conteúdo através de uma ferramenta que ele domina e aprecia. “É algo semelhante ao que houve com a introdução do vídeo em sala de aula. O professor passa um filme, mas não sabe como utilizá-lo para ensinar a matéria. O equipamento vira apenas uma fonte de entretenimento e não de conhecimento.”

Com o papel do professor subestimado, corre-se o risco de que o processo seja uma mera migração do papel para a tela. “Não adianta somente substituir. É necessário ter um diferencial”, diz o diretor do Colégio Positivo Ângelo Sampaio, Celso Hartmann. “O professor tem de ser crítico, ter um papel ativo e ser constantemente treinado.”

Ao matricularem os filhos num colégio com essa proposta, os pais devem analisar sempre se o professor está capacitado – se consegue tirar dúvidas e possui um planejamento disponível – e se a Escola lhe dá apoio para se aperfeiçoar. “O professor deve dominar tanto a parte técnica quanto a pedagógica. Deve saber usar o equipamento como usuário e também como professor”, diz Regina Luque.

APRENDIZADO PASSA POR MUDANÇAS

Familiarizados com a tecnologia, os estudantes têm aprovado o uso dos tablets em sala de aula, embora ainda prefiram ler e escrever no modo tradicional. Nos colégios Positivo e Dom Bosco, que distribuem o aparelho para os alunos do ensino médio, a tecnologia é utilizada principalmente para a resolução de exercícios e nas aulas que exigem pesquisas de textos, como História e Língua Portuguesa.

Disciplinas consideradas “áridas”, como Física, ficaram mais interessantes e menos abstratas com a adoção de simuladores e vídeos.

Numa aula sobre velocidade, por exemplo, é possível inserir dados e observar um carro realizar diferentes movimentos em tempo real. “O aluno não apenas imagina, ele também projeta e interage com os conceitos”, diz o professor de Física do Positivo Jackson Milani.

É comum que o professor primeiro use os simuladores para depois explicar a matéria, o que faz com que os alunos observem o fenômeno antes de conhecer sua definição, muitas vezes abstrata quando explicada sem exemplos concretos. “A prática vem antes da teoria. Eles ficam fascinados”, diz Milani.

Um diferencial em relação ao computador é poder levar o equipamento para aulas ao ar livre, o que auxilia em lições sobre botânica, por exemplo. Também é possível pesquisar dados e responder a exercícios sem a necessidade de ir ao laboratório de informática ou esperar a aula acabar para iniciar as tarefas de casa.

“Com essa mudança, acredito que o modo de aprender vai passar por uma grande transformação. Aliás, essa transformação já está ocorrendo. Notamos que a participação e o interesse estão maiores”, diz o professor de Física e coordenador do Projeto Dom Digital, Raphael Corrêa.

Fonte: Gazeta do Povo (PR), 11/03/2012.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1232256

Os desafios do ensino de Inglês no Brasil

As distâncias físicas continuam as mesmas. No entanto, o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação nos últimos anos vem aproximando cada vez mais nações distantes geograficamente. O fenômeno, conhecido como globalização, faz com que o mundo possa ser comparado com uma pequena aldeia, onde é todos sabem o que acontece pouco depois do ocorrido. No entanto, como existem diversos idiomas, para haver comunicação e aproximação, de fato, entre os povos, é necessária uma linguagem em comum. Atualmente, a língua tida como universal é a inglesa. Muito utilizado em negociações políticas e tratados comerciais entre países e empresas multinacionais, o Inglês deixou de ser um diferencial e tornou-se pré-requisito para as melhores vagas oferecidas no mercado de trabalho. No Brasil, soma-se à isso a realização de eventos de grandes proporções, como a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e os jogos olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro.

Pensando em desenvolver o ensino da língua inglesa no país, o British Council, uma organização internacional do Reino Unido, que tem como um de seus objetivos estabelecer a troca de experiências, inclusive na educação, entre seu país de origem e os mais de 100 onde atua, realizou, nos dias 1º e 2 de março, o I Fórum de Língua Inglesa como Política Pública. A intenção era reunir líderes governamentais, educadores e pessoas ligadas à área para discutirem projetos que viabilizem o acesso à língua por pessoas com diferentes tipos de rendimento. Segundo a organização, menos de 5% da população brasileira têm inglês fluente e a estimativa é que a procura pelo aprendizado do idioma cresça até 40% nos próximos quatro anos devido à proximidade dos eventos.

Desafio: despertar no aluno o interesse por outros idiomas – Durante o encontro, foi lançado o programa de pesquisa English Next Brazil, desenvolvido pelo linguista e pesquisador britânico David Graddol. A pesquisa, realizada anteriormente na Índia, vai analisar fatores demográficos e tendências econômicas, apontando como podem influenciar políticas públicas para o ensino de língua inglesa. De acordo com o especialista, o mundo inteiro procura novidades na educação, e o Inglês faz parte disso. Para ele, a estratégia de encher a cabeça das crianças com competências e habilidades para a vida toda está desgastada. “Precisamos focar na autonomia do aprendizado ao longo da vida e desenvolver a fluência linguística. Atualmente, o ensino do Inglês é bastante dependente do professor. Acredito na necessidade de incentivar a autonomia e o interesse do aluno em aprender”, afirmou.

David Graddol disse que o idioma tem sido parte central de reformas educacionais em vários países, desde o início da década de 90. Para tornar o aprendizado mais eficaz, o especialista acredita em três pilares fundamentais: o treinamento dos professores, a motivação dos alunos e o que acontece fora da escola. “É impossível querer que tudo aconteça somente dentro de sala. É preciso dar exposição e familiaridade com a língua”, disse. Com a proximidade dos grandes eventos, que têm repercussão mundial, e a necessidade em aprimorar o Inglês dos brasileiros, surge um questionamento importante: existe tempo hábil para uma melhora rápida? De acordo com Jim Scarth, diretor da British Council no Brasil, os resultados mais efetivos só começam a aparecer entre 10 e 20 anos, depois de duas ou três gerações. Porém, é possível ensinar o idioma de maneira específica, voltado para facilitar a recepção dos turistas. “Podemos treinar, por exemplo, policiais, taxistas e atendentes nos estádios. Eles não precisam ter um Inglês perfeito. Um vocabulário restrito, para atender algumas necessidades, já é o suficiente. Só precisamos pensar qual é o foco, centralizar em conversas curtas e objetivas, para que as pessoas sejam capazes de dar informações básicas aos visitantes”, destacou o especialista, afirmando que cursos de um ou dois anos podem apresentar resultados práticos, mas não são suficientes para que o nível da população seja considerado bom. “Ainda há muito para ser feito. Porém, o mais importante é desenvolver o ensino da língua nas escolas públicas. As particulares são boas, mas são apenas para as classes mais privilegiadas”, completou.

O que é preciso fazer para ampliar o acesso à língua inglesa?

“Em primeiro lugar, precisamos ter a consciência de que estamos vivendo em um mundo globalizado. Dentro disso, o Brasil se destaca como grande potência econômica e, por isso, em suas relações comerciais e políticas, necessita do Inglês, que é a língua da globalização. Necessitamos de políticas públicas voltadas para o ensino do idioma para o povo brasileiro, dando ênfase, principalmente, na oralidade. O trabalho precisa começar nas escolas. Apesar de ainda não termos muitas políticas para isso, já há indicadores sobre essa necessidade.”

Francisco Prim, coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia

“Acho que a língua inglesa tem uma importância muito grande em dois sentidos básicos. O primeiro é em relação ao nível do indivíduo, de formação pessoal, já que expande os horizontes culturais, educacionais e humanos. Além disso, sob o ponto de vista do país, é fundamental no desenvolvimento das áreas de ciências tecnológicas. Isso é primordial para a inserção definitiva do Brasil no mundo das competições econômicas e políticas tão acirradas como é atualmente.”

Marcelo Embiruçu, pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal da Bahia.

“Para você se comunicar com o mundo e ter acesso a determinadas informações que circulam internacionalmente, é necessário ter conhecimento sobre a língua inglesa. Entretanto, é importantíssimo que isso não fique limitado apenas às elites. Precisamos estabelecer políticas públicas para que todos, inclusive as classes sociais menos favorecidas, aprendam, ao contrário do que acontece historicamente, ficando restrita a pequenas parcelas da população. Nosso maior desafio é proporcionar o aprendizado do Inglês de maneira democrática.”

Sávio Siqueira, professor da Universidade Federal da Bahia

“O Inglês abre a possibilidade de ascensão social e desenvolvimento acadêmico, especialmente em um país como o nosso, que está crescendo e adquirindo um papel cada vez mais importante no cenário mundial. Por isso, acho importante que as pessoas tenham a oportunidade de aprender o idioma e serem incluídas nesse processo, independente de sua classe social. Um país com uma boa parcela de falantes da língua inglesa, em última análise, é capaz de obter maior desenvolvimento, pois possibilita uma comunicação mais fluente no mundo, impulsionando negociações mais eficientes e menores custos em determinadas iniciativas.”

Sérgio Silva, presidente da Associação Brasileira de Culturas Inglesas.

Rio é uma das poucas redes que têm política para o Inglês

Apesar da demanda e das perspectivas de que o conhecimento da Língua Inglesa será cada vez mais necessário no curto e médio prazo, são poucas as secretarias de Educação que têm projetos estruturados para ensino da disciplina. Nas redes municipais, que se ocupam do ensino fundamental, onde a língua estrangeira não é disciplina obrigatória, ações nessa linha são ainda mais raras. Um dos exemplos que seguem na linha contrária a esse quadro é a cidade do Rio que, motivada pela demanda decorrente dos Jogos Olímpicos de 2016, já deu o pontapé inicial para tentar desenvolver a fala da língua inglesa em suas crianças. Desde 2010, o município realiza, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), o programa Rio Criança Global, que consiste em introduzir o ensino do idioma desde o 1º ano do ensino fundamental. Desde o início do projeto, os alunos do 1º ao 4º e 6º anos têm dois tempos semanais de Inglês, com ênfase na conversação. Em 2012, os estudantes do 5º e 7º anos também foram inseridos, totalizando 400 mil alunos beneficiados. A partir de 2013, os jovens do 8º ano serão atendidos e, em 2014, será a vez do 9º ano.

“Não podemos exigir que, apenas com isso, eles sejam fluentes na língua, mas dá um empurrão em direção ao aprendizado e constrói um caminho para que, no futuro, possamos ampliar a produção deles no Inglês”, comentou a secretária Claudia Costin, durante o Fórum. A ideia, segundo a secretária, é possibilitar que as crianças possam ser anfitriãs dos jogos, se comuniquem em outro idioma e aumentem sua empregabilidade. De acordo com ela, todos precisam ter acesso ao idioma, ampliando o que chamou de cidadania global. “Estamos tentando colocar o Inglês como política pública. A dificuldade é grande, mas o entusiasmo também. Vivemos uma reforma educacional no Rio e o Inglês não é algo a mais, é parte integrante”, disse, lembrando que os jovens que estudam em instituições de elite têm acesso ao Inglês desde a infância.

fonte: LOPES, Thiago. Os desafios do ensino de Inglês no Brasil. Folha Dirigida, 06/03/2012 – Rio de Janeiro RJ. http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/educacao/reportagens-especiais/Os-desafios-do-ensino-de-Ingles-no-Brasil-2000006354795

Obras para 2014 chegarão ao aluno com material multimídia

ACS-MEC (7.3.12) – Está aberto até 1º de maio o período de pré-inscrição de obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental referentes ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para 2014. A entrega dos exemplares para avaliação está prevista para o período de 7 a 11 do mesmo mês. As editoras, pela primeira vez, poderão apresentar objetos educacionais digitais complementares aos livros impressos. Esse novo material multimídia, que inclui jogos educativos, simuladores e infográficos animados, será enviado aos alunos com o material impresso.

Os novos livros didáticos trarão também endereços on-line para que os estudantes tenham acesso a material multimídia que complemente o assunto estudado. “O DVD é um recurso adicional para as escolas que ainda não têm internet, além de tornar as aulas mais modernas e interessantes”, diz a coordenadora-geral dos Programas do Livro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sonia Schwartz.

Como estabelece o Edital nº 6/2011, do FNDE, os livros inscritos pelas editoras passarão por uma seleção. As obras aprovadas integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá resumo de cada uma para permitir a professores e diretores a indicação daquelas mais adequadas ao processo pedagógico. Pelas previsões do FNDE, serão adquiridos 93 milhões de exemplares.

O cadastramento das obras pelos detentores de direitos autorais deve ser feito na página do FNDE na internet.

FNDE, 7 de março de 2012

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17563

Próxima Página »



Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 27 other followers