Virar a aula será possível?

Será possível virar a ordem das coisas feitas no curso de línguas, ou seja, fazer em sala de aula as atividades mais dinâmicas e também aquelas que habitualmente deixamos de tarefa, e deixar a apresentação dos conteúdos mais estáticos das unidades e aqueles que habitualmente fazemos em sala de aula para que sejam vistos e estudados em casa?

Veja em inglês o significado da ideia da Flipped-classroom nesta excelente infografia  ou pode ver em espanhol este comentário “¿Qué es la “Flipped-Classroom?

O quê você acha disso?

Considero que esta mudança do conceito de dar aulas pode ser um impulso para criar mais conteúdos virtuais pelas editoras e pelos próprios professores: power points e atividades mais interativas, menos transmissão de conteúdos e mais atenção para a antiga maiêutica socrática, e também promover um uso mais eficaz das muitas ou poucas tecnologias disponíveis (em dependência de cada situação). Um exemplo simples, o que fazemos com o CD de áudio que acompanha o livro didático? Fazemos algo com ele? Onde? Escuta em sala de aula primeiro e depois pede para ser escutado fora da sala (em casa por exemplo) ou pelo contrário, pede para ser escutado na casa e depois fazem algo com isso na sala de aula?

E a gramática quando e onde é ensinada ou praticada? E a leitura….?

Volto para a pergunta inicial. Virar a aula será possível?

8 Responses to “Virar a aula será possível?”


  1. 1 Jorgelinat 01/03/2012 às 8:30 am

    Gonzalo: Mas voce não acha que muitos professores já viraram a forma de dar aulas?

    bj

    • 2 Gonzalo Abio 01/03/2012 às 9:05 am

      Olá, Jorgelina,
      Para meu entendimento é verdade que alguns poucos professores tentam mudar o quadro tradicional, mas tenho fortes suspeitas de que, principalmente no contexto de ensino de línguas na escola regular, são muito poucos os professores que conseguem ou podem se afastar do ensino tradicional. Na educação nada é uma revolução, as possíveis grandes mudanças são feitas de mudanças pequenas, se possível, e muito melhor se elas partem da reflexão dos próprios professores.
      Por isso considero que pensar nestas questões sempre pode ser válido.
      Abraços,
      Gonzalo

  2. 3 Vanderlei 01/03/2012 às 8:32 am

    Creio que sim, me parece uma forma de motivar os alunos e dar mais sentido às aulas, para que realmente tenham um sentido de espaço social, isto é, que todos os atores tenham participação na dinâmica da aula.
    Potencia a participação ativa dos alunos em cada aula, pois a aprendizagem depende muito mais de ação do que da passividade que normalmente ocorre em nossas aulas.
    Eu viraría a aula.
    Obrigado por compartilhar.
    Nos leva a reflexão

  3. 4 Jorgelinat 01/03/2012 às 9:23 am

    Bom, na escola regular é dificil mudar o paradigma por alguns fatores (acredito, e podem ser discutibles): o espaço, a falta de motivaçao, os materiais, entre outras. Mas acho que já tem uma mudanza (mesmo que seja ela pouco notoria) no olhar desses professores. Mas talvez seja só uma impressao e na prática não acontece. Possivelmente seja realmente isso.

    • 5 Gonzalo Abio 01/03/2012 às 9:33 am

      Jorgelina,
      Você tem total razão. Algumas coisas acontecem.
      Minha pergunta é se como formadores de professores que somos podemos fazer algo mais para ajudar os outros professores? Isso é o que pretendemos fazer com estas ações pelo menos de divulgação. Verdade?
      Abraços,
      Gonzalo

      • 6 Jorgelinat 04/03/2012 às 5:24 pm

        Claro, Gonzalo! E se o quanto você faz! Muitas vezes penso que tem mudanzas sim, mas essa ilusão me dura muito pouco. Acho que (eu pelo menos) precisamos “sair mas” e pesquisar o que realmente acontece no ensino medio.

        Será que alguns dos muitos professores do ensino médio que leem estes comentários, podem dar a sua visão?

        Abraços

        Jorgelina

      • 7 Gonzalo Abio 16/03/2012 às 3:34 pm

        É bom saber que “análises do Pisa mostraram que, em uma aula típica,
        52% do tempo vai para copiar do quadro-negro, 33% para ouvir aulas expositivas, 29% para discussão em aula e 10% para uso dos computadores, mas segundo os pesquisadores da OECD, deveria ser 56% para trabalho em grupo, 35% para atividades práticas e 31% diante do computador. Se é algum consolo para nós, esses são dados do que acontece em escolas do Primeiro Mundo.

        fragmento tomado e adaptado de “Saga do computador mal-amado” http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v18n68/11.pdf
        Vale a pena ver este artigo completo pois o considero muito interesante em sentido geral.

  4. 8 Gonzalo Abio 19/06/2012 às 9:27 am

    MAKICE, Kevin. Flipping the Classroom Requires More Than Video, GEEKDAD, April 13, 2012. http://www.wired.com/geekdad/2012/04/flipping-the-classroom


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