Alguns dados sobre “filhos 2.0” e “crianças F5” cariocas

Segundo uma pesquisa de Riologia, desenvolvida pela NBS e a Casa 7, 46% dos cariocas entre 13 e 17 anos consideram-se Filhos 2.0.

Para eles, não há diferença entre o real e o virtual. O importante é a experiência. Se algo gera experiência, é real.

Sobre idiomas, eles valorizam metodologias diferentes e mais interativas e, por desejarem resultados rápidos, apostam em viagens como melhor meio para aprender e falar fluentemente.

Os filhos 2.0, assim como todos de sua geração, já nasceram inseridos no universo digital, mas o ambiente de sua casa se mostrou mais propício para vivenciar esse universo, local onde têm liberdade e autonomia: 92,5% acessam a internet. A maioria (75%) acessa a internet através do computador de casa, 16% em lan-house e 9,3% pelo celular.

Eles são muito distanciados dos formatos de propaganda tradicionais: mais conectados do que nunca, tendem a dividir a atenção entre a TV e outras mídias. 88% têm facebook, 52% têm Orkut, 19% têm twitter e 12% têm MSN. 87% se informam pela Tv aberta, 68% pela internet e 45% pelo rádio.

Outras pesquisas são desenvolvidas neste ano de 2013 pela mesma entidade. Entre elas, uma dedicada às conhecidas como crianças da geração F5, que são crianças nascidas entre 2001 e 2007, ou seja, entre  6 e 11 anos, e entre as quais se considera estar o 60% das crianças das classes A e B do Rio dessa faixa etária.

O F5 representa o rápido, o novo, o atual sempre. A atualização é fácil como apertar um botão, diz a diretora de atendimento da NBS, Tatiana Soter, uma das responsáveis pelo estudo.

As cinco Fs que definem as características das crianças da geração F5 são:

full time, estão sempre conectadas;

feed, são estimuladas por diversas fontes de conteúdo;

filtro, selecionam o que é relevante;

foco, se aprofundam nos temas de interesse; e

flexibilidade, capacidade de transitar com facilidade entre os assuntos.

Diferentemente dos primeiros nativos digitais, que tinham uma busca horizontal por conteúdos, a geração F5 transita entre as fontes de informação e se aprofunda nos assuntos de interesse explica Tatiana Soter, da NBS.

De acordo com a pesquisa, as crianças da geração F5 ficam, em média, 2h39m por dia na internet, sendo que 29% delas têm computador próprio e mais da metade (55%), celular. Os meninos se interessam mais por games (34%), enquanto as meninas preferem as redes sociais (24%).

Fiquei na dúvida nos hábitos dessas crianças sobre o aspecto específico do foco, pois  estudos em outros contextos mostram que as crianças podem não ter interesse em aprofundar sobre os temas. Acho que cada um tem sua parte de razão, mas é melhor observar com mais atenção este aspecto em particular que pode ter uma grande importância na preparação de atividades na escola e fora dela.

Para finalizar veja o vídeo sobre os filhos 2.0 que foi preparado pela Riologia.

Fontes consultadas:

– A tecla do momento: crianças da geração F5, O Globo, 13/07/2013. http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/tecnologia/a-tecla-do-momento-criancas-da-geracao-f5-9028179
– O que a Geração A e os Filhos 2.0 têm a dizer: resultados do Riologia, ABERJE, 12/7/2013. http://www.aberje.com.br/acervo_not_ver.asp?ID_NOTICIA=9097&EDITORIA=Cap%EDtulo%20Rio

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