Brasileiros buscam redes sociais para aprender idiomas online

Que os brasileiros são figuras carimbadas em redes sociais não é novidade. Mas nós também estamos em grande número quando o assunto são as redes sociais de ensino de idiomas. São mais de 3,5 milhões de nativos brasileiros cadastrados na rede social Busuu, o maior grupo, e 2 milhões no Livemocha (segundo dados de 2012), também a maioria. Em outra grande rede social de ensino de línguas, a Italki, o Brasil não é maioria, mas soma 75 mil usuários, de um total de 1,5 milhão.

Segundo essas empresas, o que atrai alunos é a praticidade, flexibilidade e o preço acessível do ensino. Mas, para Vera Menezes, professora titular da UFMG e estudiosa do uso da tecnologia no ensino de línguas, ainda há pouca inovação no conteúdo dessas redes e no ensino online de idiomas em geral.

“As tecnologias nos oferecem possibilidades bastante avançadas, mas infelizmente, a maioria dos cursos online ainda usa metodologia de ensino antiquada e apenas levam para a tela o que temos de ruim no papel”, diz a especialista.

Os exercícios, por exemplo, são geralmente cópias dos formatos encontrados em livros. “Os cursos online que eu conheço fazem uso de material textual muito semelhante ao encontrado em livros. O que muda é a forma de apresentação. Muitas vezes vemos atividades idênticas às de livros impressos com outra ‘embalagem’. Por exemplo, em vez de fazer um X nas alternativas no livro, o aprendiz clica em caixinhas”.

Como funciona

Hoje, Livemocha, Busuu, Italki e Lang-8 são as principais redes sociais de ensino de idiomas. Criadas em meados dos anos 2000, têm funcionamento parecido: um usuário se cadastra gratuitamente no site e pode ensinar seu idioma nativo a outro usuário que deseja aprendê-lo, e assim por diante. Se preferir, pode optar por ter aulas com professor profissional, que custam, em média, entre US$ 5 e US$ 30. O acesso gratuito dá direito a uma quantidade limitada de conteúdo, que inclui material didático, acesso a chats e troca de vídeos e textos com nativos.

Para um conteúdo maior, o usuário deve assinar um pacote pago. No entanto, para quem valoriza certificados, as redes citadas só concede diploma a quem cursar módulos pagos.

No caso dos brasileiros, o cofundador e diretor-executivo do Busuu, Bernhard Niesner credita o sucesso da rede a “uma oferta equilibrada entre aprendizagem de conteúdo, comunidades e recursos, o que usuário brasileiro está procurando”. O acesso fácil a um ensino rápido é outro diferencial, afirma. “Com dois eventos esportivos a caminho, as pessoas sabem que falar bem inglês pode ser um diferencial”, completa Niesner.
Curso em casa exige motivação

Era esse ensino rápido e prático que a paulista Bárbara Fontes, 27, tinha em mente. Recém-formada em hotelaria e turismo, ela queria reforçar o inglês aprendido em uma escola tradicional durante a adolescência.

“Já fazia aulas de conversação em uma escola dedicada a isso, mas daí alguns amigos comentaram do Busuu e do Livemocha. Optei pelo Busuu. A vantagem é claro, é poder fazer de casa, mas, além disso, interagir e ter uma conversação que é natural e te obriga a treinar bem uma linguagem mais do dia a dia”, diz ela.

O administrador curitibano Leonardo Santos, 29, usa a rede Livemocha desde 2011, entre idas e vindas. Começou tentando aprender alemão, idioma do qual já tinha algum conhecimento. Mas as aulas não atenderam às suas expectativas.

“Essas redes trabalham com muita repetição, e isso com o tempo se torna cansativo. Então interrompi o curso quando vi que teria uns 5.000 exercícios de repetição para fazer e pouca teoria gramatical. Fiquei um tempo parado e retomei no início deste ano. Houve uma melhora, mas se não houver motivação e um bom nativo do outro lado te ajudando, é fácil desistir”, diz ele.

Fonte:
autora: Andréia Martins, UOL, SP.
data: 11/12/2013
URL: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/11/brasileiros-buscam-redes-sociais-para-aprender-idiomas-online.htm

http://www.busuu.com/pt/
http://livemocha.com/?lang=pt-br
http://www.italki.com/

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2 Responses to “Brasileiros buscam redes sociais para aprender idiomas online”


  1. 1 Bruno Forgiarini 12/12/2013 às 3:43 pm

    Agora tem uma nova febre que é o Duolingo (Free), já tem mais de 15 milhões de usuário no mundo e no Brasil está ganhando muitos adeptos rapidamente. O interessante é que se aprende inglês jogando (gamificação). Estou estudando isso para a minha tese. Grande abraço.

  2. 2 Gonzalo Abio 12/12/2013 às 8:37 pm

    Oi, Bruno. Que bom que você está pesquisando sobre isso na sua tese. Ontem mesmo num aeroporto observei de longe que várias pessoas estavam mexendo no duolingo em seus celulares. Interessante. Depois nos conte de suas pesquisas. Abraços, Gonzalo


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