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“Français sans Frontières”, curso de francês on-line no novo programa Idiomas sem Fronteiras

ISF-francesNa segunda-feira foi publicada no DOU a Portaria No-973, de 14 de novembro de 2014, que institui o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF).

Ontem conhecemos a primeira ação realizada pelo IsF, que foi o lançamento do curso on-line “Français sans Frontières“, como podem ver nesta notícia “MEC oferece 1.500 vagas em curso de língua francesa“.

Aguardaremos os cursos on-line das outras línguas, além do inglês que já está em funcionamento, com o MEO (“My English Online”).

O início dos cursos de espanhol online no Brasil?

Sabemos que o inglês sempre esteve na frente do espanhol quando olhamos para as datas apresentadas em alguns documentos que reúnem as experiências sobre ensino da língua inglesa utilizando a Internet no Brasil, por exemplo em Paiva (2008?) e Pereira (2008), mas independentemente disso, na tentativa de organizar um pouco a história das experiências com o espanhol estive procurando em algumas fontes de informação antigas e encontrei esta joia de um curso feito na internet entre 1999 e 2000 com alunos de uma escola do sul do país.

Trata-se de um texto produzido pela professora e pesquisadora Valesca Irala, que naquela época era ainda aluna do último ano da carreira de letras. Nele relata parte dessa experiência de preparar um curso organizado em dez lições que foi construído colocando em prática seus conhecimentos de html.

irala_curso_1999

O texto do trabalho foi tomado do CD-ROM Tela 1 (2000) e como é de difícil obtenção, foi colocado na seção de artigos na biblioteca deste blog. A imagem do curso é de uma apresentação que a professora Valesca fez em 2010. Vale muito a pena ver também a monografia resultante em que são mostrados mais detalhes desse curso.

Aqui está o texto inicial do ano 2000  e a monografia de 2002:

IRALA,  Valesca Brasil. Alunos do Ensino Fundamental aprendem espanhol na internet. Trabalho apresentado no II Encontro Nacional sobre Política de Ensino de Línguas Estrangeiras. Pelotas, 4-6 de setembro de 2000. In:LEFFA, V. J. (Compilador) TELA (Textos em Linguística Aplicada) [CD-ROM]. Pelotas:Educat, 2000. https://ensinodelinguascomtic.files.wordpress.com/2012/09/irala_2000.pdf

IRALA,  Valesca Brasil. O uso da Internet na otimização da aprendizagem de E/LE. Monografia defendida na Universidade da Região da Campanha, Bagé, RS. 2002. https://ensinodelinguascomtic.files.wordpress.com/2012/09/irala_2002_monografia.pdf

 

Programa e-Tec Idiomas Sem Fronteiras democratizará acesso a cursos gratuitos

Democratizar o acesso a cursos de idiomas gratuitos e de qualidade reconhecida. Esta é a proposta do Programa e-Tec Idiomas Sem Fronteiras, lançado nacionalmente nesta quinta-feira, 15 de maio, em Pelotas.  A iniciativa pertence ao Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).

O Programa ofertará a estudantes e servidores da Rede Federal de Educação Profissional cursos de Inglês, Espanhol e, também, de Português para Estrangeiros, na modalidade a distância. As aulas iniciarão em agosto, em todo o Brasil. Os cursos terão três módulos, cada um com 200 horas.

Durante o lançamento, o reitor do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Marcelo Bender – representando o Conif no evento – destacou a importância do ensino de outros idiomas nas instituições da Rede Federal. Ele chamou a atenção para o fato de que o desconhecimento de línguas tem sido causa de impedimento para que muitas pessoas sejam beneficiadas por programas de mobilidade, como o Ciência sem Fronteiras.

A titular da Assessoria de Assuntos Internacionais (Assint) do IFSul, que está na coordenação nacional do Programa e-Tec Idiomas, Lia Pachalski,  salientou que será possível, por meio desta iniciativa, oferecer um ensino de idiomas de qualidade e acessível a todos.  Para Lia, os cursos aumentarão as possibilidades de intercâmbios internacionais e serão diferenciais que os estudantes terão para o ingresso no mercado de trabalho.

Além de terem o conhecimento do idioma, os participantes receberão certificação. Algo que a professora de Português e Espanhol, Ana Regene Varela, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), considera essencial. Ela acredita que muitos alunos perdem oportunidades porque lhes faltam o conhecimento ou o meio de comprovar oficialmente que têm domínio de uma língua estrangeira. “Muitos sabem a língua, mas não têm o certificado para participar de um programa quando o mesmo lhes é exigido”, avalia.

Treinamento – Até sábado (17), representantes de institutos federais de todo o Brasil permanecerão em Pelotas, em capacitação para trabalhar com as ferramentas do programa. O treinamento, dividido em três etapas, está sendo repassado por servidores do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), já que foi o Núcleo de Produção e Tecnologia Educacional (NPTE) do instituto que desenvolveu os elementos necessários para a realização dos cursos, tais como o ambiente virtual de aprendizagem e o material didático.

Agora, participam os coordenadores dos institutos federais que vão atuar nos cursos de Espanhol. No final deste mês, a capacitação será no curso de Inglês, e, em junho, no de Português para Estrangeiros.

e-Tec Idiomas – O Programa foi desenvolvido pelo IFSul, com a efetiva colaboração dos institutos federais do Ceará (IFCE) e do Rio Grande do Norte (IFRN), que elaboraram os conteúdos de Inglês e Espanhol. O IFSul ficou responsável pela criação dos conteúdos de Português para Estrangeiros.

O e-Tec Idiomas sem Fronteiras é inédito para a Rede e visa a oferecer cursos de idiomas, capacitando estudantes e servidores para o programa Ciência sem Fronteiras e demais projetos de mobilidade internacional, sendo uma ferramenta importante para o processo de internacionalização e cooperação internacional.

Na modalidade a distância, busca atender, de forma qualificada, uma demanda significativa no meio da Educação Profissional. Também  é destinado a trabalhadores que atuam na área de serviço e enfrentam, no dia a dia, dificuldades na comunicação com visitantes ou comerciantes estrangeiros.

fonte:
autor: Miguel Ahid, com informações da Ascom do IFSul e CONIF
data: 16 de maio de 2014.
URL: http://www.ifma.edu.br/index.php/departamentos/6884-programa-e-tec-idiomas-sem-fronteiras-democratizara-acesso-a-cursos-gratuitos
Imagem: http://portalead.ifma.edu.br/images/20140515_095621reduzi.png

O futuro no desenvolvimento de materiais para ensino de línguas

Este é a tradução que fiz do trecho final de um artigo escrito por Brian TOMLINSON intitulado “Materials development for language learning and teaching” (2012). Desculpem qualquer erro porque não sou muito bom traduzindo para o português:

O futuro do desenvolvimento de materiais
O que eu acho que vai acontecer no futuro é que os materiais serão enviados cada vez mais através de computadores e smartphones, que os materiais produzidos comercialmente continuarão proporcionando aos usuários o que eles esperam e que cada vez mais as instituições e países saberão que a única maneira de desenvolver materiais apropriados localmente é fazê-lo eles mesmos. O que eu espero é que as editoras comerciais respondam ao desafio de produzir publicações locais desenvolvendo cursos projetados para ser mais flexíveis, localizados, personalizados e alimentados por professores e alunos. O que eu sei é que os professores vão continuar sua formação como resultado de sua participação no desenvolvimento de materiais, seja como participantes dos cursos, membros das equipes dos projetos ou através da adaptação dos materiais em suas aulas (TOMLINSON, 2012, p. 171).

O original disse:

The future of materials development

What I think will happen in the future is that materials will increasingly be delivered electronically through computers and smartphones, that commercially produced materials will continue to provide users with the materials they expect and that more and more institutions and countries will decide that the only way to develop locally appropriate materials is to do it themselves. What I hope is that commercial publishers will respond to the challenge from local publications and develop more flexible courses designed to be localised, personalised and energised by teachers and learners. What I know is that teachers will continue to develop positively as a result of their involvement in materials development, whether as course participants, members of project teams or adapters of materials in their classrooms (TOMLINSON, 2012, p. 171).

Para ilustrar o que este autor menciona poderiamos colocar alguns exemplos recentes, entre muitos outros:

Exemplo 1- Chamada feita em janeiro de 2013 para que os professores colaborem fornecendo experiências didáticas que tenham utilizado para enriquecer o livro Muito Prazer – Fale o Português do Brasil. Como podemos ver, os contextos colaborativos estão cada vez mais relacionados com a produção e uso de materiais didáticos e está sendo já comum que sejam construídas comunidades, tanto de usuários alunos, quanto de professores, ao redor dos materiais didáticos mais recentes.

disal_chamada_colabora_professores_muito_prazer_2012

  fonte: http://www.disal.com.br/produtos/servidor/325/index.html (acesso em 10 jan. 2013)

Exemplo 2- Materiais do curso “Mundo Hispánico sin fronteras” em processo de desenvolvimento pela CIED-UFAL (2012-2013), como resposta para as necessidades de aprendizagem de línguas estrangeiras incentivadas pelo programa “Ciência sem fronteiras”. Cursos virtuais, massivos ou não, podem ser a solução para o aumento da procura observado nos últimos tempos.

mundo_hispanico_sin_fonteras_2012-2013

fonte: Youtube (acesso em 10 jan. 2013)

referência:

TOMLINSON, Brian. Materials development for language learning and teaching. Language Teaching, v. 45, n. 2, p. 143-179, April 2012. DOI: 10.1017/S0261444811000528


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