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Um alerta sobre idade mínima para participar nas redes sociais

Nestes dias li um trabalho sobre o uso de Facebook com alunos do Ensino Fundamental II. Nesse texto falavam os autores que a participação foi pouca porque os pais tinham desconfiança com o uso dessa rede social por parte de seus filhos. Imediatamente lembrei que a idade mínima recomendada para participar nessa rede social é de treze anos, como podem ver na figura 1 com as orientações oficiais de Facebook sobre idade mínima para cadastramento.

idade_minima_facebookFigura 1. Orientações oficiais de Facebook sobre idade mínima para cadastramento [clique acima da figura para ampliá-la].

Outro aspecto que era mencionado nesse mesmo artigo é que algumas crianças desse grupo conheciam mais o Orkut (outra rede social), mas de novo penso que acontece a mesma situação com a idade mínima, que também é de treze anos no Orkut, com restrições até os dezoito anos (ver Figura 2).

idade_minima_orkutFigura 2. Página oficial do Orkut com informações sobre a idade para cadastramento [clique acima da figura para ampliá-la].

Sabemos que muitas crianças e jovens possuem perfis com idade falsa nessas redes sociais. Por exemplo, o estudo “TIC Kids On Line 2012” feito no Brasil pelo Cetic.br mostrou, entre outros dados, que 42% das crianças de 9 a 10 anos pesquisadas possuem contas em redes sociais, 71% entre 11 e 12 anos e 80% entre as que possuem 13 e 14 anos de idade. 27% do total também possuem mais de um perfil. Cientes da proibição, mas da metade (57%), utiliza uma idade diferente da real.

Como educadores não podemos ignorar esse fato e também não devemos estimulá-lo. Na realidade deveria ser discutido com eles, mas independentemente disso, no caso de querer o professor utilizar as redes sociais com seus alunos, poderia usar outras alternativas de redes sociais que foram pensadas para seu uso na educação e sem ter essa limitação.

 Por exemplo, Edmodo é um recurso muito útil, um híbrido de AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e uma rede social,  que lembra muito o layout e funcionalidades de Facebook, mas pensado efetivamente para a educação. O professor cria a sala e convida os alunos e também pode convidar os pais dos alunos.

edmodo-twiducate

Um AVA como Shoology e um sistema wiki como Wikispaces, não terão o fascínio de uma rede social, mas possuem formas de gerenciamento seguro quando os alunos são do nível de Ensino Fundamental.

Como é dito por Mattar em um livro recente “Web 2.0 e Redes Sociais na Educação“, “as redes sociais são o habitat da geração que recebemos hoje, em nossas escolas e universidades. Portanto, incorporar as redes sociais à educação parece um passo instintivo para mantermos o contato com nossos alunos” (MATTAR, 2013, p. 15), mas o fato de haver uma idade mínima nas redes sociais mais frequentadas pelos alunos não deveria ser ignorado pelos professores que deverão encontrar soluções para esse problema.

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NY estabelece normas para professores nas redes sociais

A revista Veja traz um comentário sobre a guia de orientação para professores lançada pelo Departamento de Educação da cidade de Nova York. Esse é um assunto bem interessante. Acredito que esta matéria pode servir de aviso e reflexão para os docentes que interagem com seus alunos constantemente nas redes sociais. Pelo menos, podemos pensar se devemos ter um perfil diferente para separar os interesses pessoais dos educacionais (ou do trabalho em geral).

O Departamento de Educação da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, publicou uma guia de orientação a professores nas redes sociais, chamado Social Media Guidelines. Pelo documento, os docentes não podem se comunicar com seus alunos em blogs e sites como Facebook, Twitter, YouTube, Google+ e Flickr.

Caso queiram utilizar sites de relacionamento para fins pedagógicos, devem criar um perfil profissional. A conta deve ser desvinculada do perfil pessoal, inclusive com uso de e-mail alternativo. Qualquer pedido de amizade por parte de alunos na conta pessoal deve ser rejeitado.

Para interagir on-line com estudantes é preciso ainda obter autorização da escola – que deve manter uma lista com as contas de todos os profissionais. O Social Media Guidelines estabelece que as escolas orientem os pais sobre quais atividades os estudantes serão convidados a participar e por que, além de instruí-los a procurar a instituição de ensino caso tenham dúvidas ou reclamações.

O Departamento de Educação diz que o objetivo do guia é assegurar que as redes sociais sejam utilizadas por professores de forma “segura e responsável”. “As redes devem ser como uma sala de aula. Os mesmos padrões esperados no ambiente profissional devem ser também adotados nos sites”, diz o guia.

Outro ponto ressaltado é que os educadores não devem esperar qualquer tipo de privacidade em suas contas profissionais. Isso porque o Departamento de Educação irá monitorá-las para “para proteger a comunidade escolar”.

Veja o Social Media Guidelines na íntegra (em inglês):
http://schools.nyc.gov/NR/rdonlyres/BCF47CED-604B-4FDD-B752-DC2D81504478/0/DOESocialMediaGuidelines20120430.pdf

fonte: NY estabelece normas para professores nas redes sociais, Revista Veja.

URL: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/ny-estabeleca-normas-para-professores-nas-redes-sociais


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