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Procedimentos básicos com o tablet educacional

tableteducacional_fndePortal http://www.fnde.gov.br/tableteducacional

Para muitos professores é uma grande alegria receber o tablet educacional que está sendo proporcionado pelo governo nacional em um esforço junto com os governos estaduais. Para outros professores, ter que aprender uma série de procedimentos necessários para utilizar o tablet, pode ser uma tarefa não muito fácil que demanda um tempo e esforço que não estão dispostos a gastar, saindo de sua zona de conforto e provocando ansiedade, angústia e até pânico.

Fiquei sabendo recentemente que alguns professores pretendem devolver os tablets que receberam há pouco tempo por não saber como usá-los.

O medo pode ser até natural, mas neste momento é fundamental a ajuda dos professores colegas, junto com gestores e técnicos para dar o apoio necessário e procurar as melhores soluções para cada um dos problemas.

Para o trabalho básico com o tablet é necessário aprender primeiro como ligar e desligar o aparelho, desbloquear, conectar, configurar, navegar, manipular arquivos diversos, procurar e instalar aplicativos, etc.

Por sorte, o portal específico do FNDES com o endereço que foi mostrado acima, oferece uma boa ajuda com tutoriais para cada um dos aspectos principais que é necessário conhecer em um primeiro momento.

Além disso é possível encontrar alguns tutoriais em vídeo que mostram também os procedimentos básicos no trabalho com o tablet educacional, como esta série de vídeos preparada pelo Governo da Paraíba:

tableteducacional_tutorial_como_ligar_e_desligar

Tutoriais sobre o funcionamento do tablet educacional preparados pelo GATEC- Governo da Paraíba http://www.youtube.com/channel/UCFB66OcMVpbbeUudsfcB_dg/videos

Todo cuidado é pouco nesta etapa crítica e os tutoriais básicos sempre serão bem-vindos, mas percebi que ainda é necessário um grande esforço para desenvolver conteúdos e dicas que ajudem o professor também na parte metodológica. A formação efetiva não deve estar baseada apenas em cursos pontuais iniciais, pois deve haver também uma formação continuada “com as mãos na massa”, mas não é apenas isso.

Devem ser dedicados esforços também para reunir e compartilhar conhecimentos e experiências de casos de sucesso sobre instrumentos, metodologias e procedimentos para tirar proveito desses dispositivos, seja em mãos apenas dos professores ou se o ensino já está no modelo 1:1  ou outras opções de aulas e cursos enriquecidos pelas tecnologias. Isto quer dizer que é necessário preparar plataformas, de preferência centralizadas no nível estadual ou nacional, para compartilhar o conhecimento coletivo entre os professores que já tem mais experiência e os professores que estão iniciando “neste problema” de utilizar tablets e laptops nas aulas.

Imagino que o Portal do Professor e os fóruns existentes nele, poderiam ser revitalizados e servir perfeitamente para esse intercâmbio de conhecimentos, dicas, experiências e planos de aula no uso das tecnologias digitais, agora pensando no uso específico dos dispositivos móveis e o M-learning.

Educatrix, n. 3, outubro de 2012, com foco nas tecnologias

Para ler online clique aqui.

Para fazer o download do número completo em pdf clique aqui (33 Mb).

Pierre Lévy prevê substituição do livro didático por computadores e tablets nas salas de aula

O sociólogo defende o uso das redes sociais para ensino e aprendizagem

Brasília – As mudanças tecnológicas tão aceleradas do mundo moderno vão chegar de vez à sala de aula e é bem possível que computadores, tablets e outras plataformas substituam o livro didático e o caderno. A previsão é do sociólogo e professor da Universidade de Ottawa (Canadá), especialista em internet. Ele participou do 5º Congresso Internacional da Rede Católica de Educação, que se encerra amanhã (1º), em Brasília.

“É difícil dizer o que será a civilização no futuro. Aquilo que vamos construir não é imaginável agora. Nos estamos em um momento de grande transformação cultural”, avalia o especialista.

Ele não descarta, no entanto, que as crianças continuem aprendendo habilidades básicas do mundo pré-digital, como a escrita à mão. “A priori, eu diria que é importante ensinar a escrever a mão. É importante manter isso assim como fazer o cálculo mental, apesar de todo mundo ter calculadora”, defende.

Para Lévy, mudarão os materiais pedagógicos e mudarão as competências dos estudantes. “Os alunos do futuro serão pessoas criativas, abertas e colaborativas. Ao mesmo tempo, serão capazes de se concentrar com uma mente disciplinada. É necessário equilibrar os dois aspectos: a imensidão das informações disponíveis, colaborações e contatos; com [a capacidade de] planejamento, realização de projetos, disciplina mental e concentração”.

O sociólogo defende o uso das redes sociais para ensino e aprendizagem. Ele mesmo obriga os seus alunos a criarem grupos no Facebook, postarem textos ou vídeos e participarem de grupos de discussão. “O Facebook é apenas uma das mídias sociais em um contexto de participação. Não são as novas mídias que terão impacto negativo. São as pessoas que postam coisas negativas. É como se perguntar qual o impacto negativo da linguagem porque tem muita mentira. Não é a linguagem que tem impacto negativo, são os mentirosos!”, comparou.

Pierre Lévy acredita que a nova cultura baseada na informática e a economia do conhecimento impliquem novas formas de sociabilidade: ambientes mais colaborativos, em rede e autoorganizados formando uma memória coletiva.

Essas transformações exigirão habilidades que precisam ser ensinadas como a capacidade dos alunos em avaliar as fontes de informação, identificar orientações, ter atitude crítica quanto aos conteúdos.

Ao ser indagado se o país, com baixo índice de aprendizagem generalizado e ainda com número elevado de adultos analfabetos, conseguirá formar seus estudantes com essas capacidades Pierre Lévy foi otimista:

“Eu fico sempre surpreso ao ver até que ponto os brasileiros têm uma ideia negativa do seu próprio país. Primeiramente, vocês estão se transformando na quinta potência econômica do mundo, com uma taxa de crescimento muito elevada. Sim, tem analfabetismo, mas, apesar disso, há um esforço muito importante focado na educação, e o que eu vejo sempre que venho para cá é um monte de pessoas dedicadas para trabalhar na educação.”

Para o sociólogo, o Brasil está ciente de que o futuro do país está no investimento na educação.

“Não fiquem desesperados e continuem com esse entusiasmo extraordinário”, completou. Lévy reconhece que os problemas existem, mas ressalta que eles têm que ser resolvidas com “as ferramentas de hoje e com a visão do futuro”.

fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/pierre-levy-preve-substituicao-do-livro-didatico-por-computadores-tablets-nas-salas-de-aula-5363787

Língua estrangeira é ensinada no celular

A Ezlearn, empresa de tecnologia educacional fundada em 2009, iniciou há cerca de dois meses um curso de inglês e espanhol pelo celular. O conteúdo é passado por SMS, e o tempo do treinamento é de quatro meses. Durante esse período, o aluno responde a perguntas, também por SMS, para avaliar o seu desempenho e possibilitar a adequação do curso conforme o seu nível de aprendizado.

A ideia do projeto surgiu da constatação da crescente aquisição de dispositivos móveis, sendo que um dos públicos que mais consome esses aparelhos no Brasil é a classe C. Com o custo de R$ 0,99 por semana, a capacitação foi desenvolvida justamente para essa parcela da população brasileira. “Há uma demanda muito grande da classe média em se profissionalizar ainda mais com a aproximação de eventos que ocorrerão no país como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, afirma a presidente da Ezlearn, Ana Gabriela Pessoa.

Fonte: tomado parcialmente da notícia “Smartphones e tablets ajudam a alfabetizar jovens e adultos”, Terra educação, 14 de junho de 2012. http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5836946-EI8266,00-Smartphones+e+tablets+ajudam+a+alfabetizar+jovens+e+adultos.html

Custos para um programa de Um computador por aluno: 1 + 1 + 3 + 5?

Depois de ler o comentário de Hoppenheimer (2012) e o relatório do BID com as análises feitas sobre o programa de entrega de laptops nas escolas peruanas (Santiago et al., 2010), considero que deve ser pensada uma fórmula de custos mais ou menos semelhante a esta:

 1 + 1 + 3 + 5:

Um (1) real gasto com computadores

+

Um (1) real gasto em infraestrutura tecnológica e de manutenção desses computadores

+

Três (3) reais gastos em softwares educativos e sistemas de apoio

+

Cinco (5) reais em programas de formação permanente para os professores

 Em resumo, apenas dar computadores para alunos e professores melhora a inserção social, a autoestima e algumas aprendizagens, mas não parece melhorar o desempenho nas avaliações estandardizadas feitas de disciplinas como língua e matemáticas, pelo menos no caso do Peru e nas condições que foram avaliadas nessa pesquisa.

A fórmula acima poderia ser aplicada também para tablets.

Fontes:

SANTIAGO, Ana et al.. Evaluación experimental del Programa “Una laptop por niño en Perú”.BID Educación. Aportes, n. 5, julio 2010. http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=35370099

HOPPENHEIMER,  Andrés. El futuro de las latops escolares. El Nuevo Herald, 25-04-2012. http://www.elnuevoherald.com/2012/04/21/1184543_p2/andres-oppenheimer-el-futuro-de.html

Tablets invadem a sala de aula

Aparelhos começam a dividir a atenção dos alunos com apostilas impressas. Nova tecnologia deve ser introduzida com cautela

Professor do Colégio Positivo seleciona simuladores de Física no seu tablet: novas possibilidades de ensino com o uso da tecnologia em sala de aula

Professor do Colégio Positivo seleciona simuladores de Física no seu tablet: novas possibilidades de ensino com o uso da tecnologia em sala de aula

Eles invadiram as casas, os escritórios e agora também as salas de aula. Os tablets, computadores portáteis em formato de prancheta sensíveis ao toque, cheios de recursos audiovisuais e com acesso à internet, já estão sendo utilizados por Escolas para aprimorar o ensino tradicional e ganhar a atenção dos alunos – cada vez mais conectados e fascinados com o mundo virtual.

A aposta nos aparelhos é tão grande que alguns colégios de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília já começam a exigi-los na lista de material Escolar, inclusive com a abolição das apostilas. Em Curitiba, colégios particulares como Positivo e Dom Bosco não chegaram a tanto, mas já se valem do aparelho em grande parte de suas atividades do ensino médio. Depoimentos

Veja como os alunos avaliam a ferramenta:

“Antes eu precisava chegar em casa para iniciar uma tarefa ou fazer uma pesquisa. Com o tablet, ganhei tempo. Ele auxilia em praticamente todas as matérias, em especial em Física e Português. Mas, quando se trata de Literatura, ainda prefiro os livros.”

Giovanna Cantelli, 16 anos.

“A aula ficou mais divertida. Os alunos receberam bem a novidade. É útil, por exemplo, numa aula de Biologia, com vídeos para entender melhor o funcionamento das células, ou em Física, com simuladores de velocidade. Acho que o tablet pode conviver bem com a leitura e a escrita, basta que os professores consigam incentivar os alunos.”

Alexandre Slaviero, 16 anos.

“O tablet ajuda muito por rodar vídeos em 3D e isso facilita a resolução de exercícios. Também dá para pesquisar informações extras e mandar tudo por e-mail ao professor, com uma economia de papel. Acho que o tablet tem mais a ver com a nossa realidade, mas não acho que vá substituir os livros, pelo menos, não agora.”
Erich Santos, 16 anos.

Veja orientações de como usar a tecnologia a favor do aprendizado:

ESCLARECIMENTO

– Antes de introduzir o tablet nas Escolas, a direção e a coordenação pedagógica devem se assegurar de que os professores sabem lidar com a tecnologia. A Escola também deve estar aberta a eventuais dúvidas e questionamentos dos pais, já que muitos também desconhecem o uso do aparelho. Por fim, é preciso garantir a manutenção constante do tablet, caso contrário, haverá perda de dinheiro e, principalmente, de oportunidades.

PLANEJAMENTO

– O professor, o aluno e os pais devem ter conhecimento prévio de como o aparelho será usado em sala de aula. Isso envolve planejamento. Em quais disciplinas ele será utilizado? Em quais atividades? Por quanto tempo? De que forma ele ajudará a aprimorar o aprendizado?

Os pais devem ser chamados a expressar suas opiniões e a novidade ser introduzida aos poucos para não causar rejeição.

MIGRAÇÃO X APRIMORAMENTO

– Não se deve usar o tablet apenas com o intuito de economizar papel ou diminuir o peso do material Escolar na mochila dos alunos. O foco deve ser o aprimoramento. Se houver apenas a migração de um meio para o outro, sem o aperfeiçoamento do método pedagógico, os alunos não perceberão o potencial dessa tecnologia e podem ver o processo apenas como entretenimento.

ACOMPANHAMENTO

– O uso do equipamento permite que os alunos consultem informações a toda hora na internet. Essa prática deve ser acompanhada de perto pelos professores, que devem informar quais sites e páginas são seguros e como usar corretamente a informação. Os educadores devem estar sempre presentes durante quaisquer atividades, para explorar a tecnologia junto aos alunos e responder a eventuais questionamentos.

DISPERSÃO

– Ao usar uma plataforma com tantos recursos audiovisuais, o aluno pode se dispersar e perder o foco nas atividades Escolares.

O ideal é que professores e alunos tracem objetivos claros a respeito do que deve ser feito e, com a tarefa cumprida, é até possível que haja um espaço para o acesso a sites diversos – sempre supervisionado pelos professores e com a anuência dos pais.

No Colégio Dom Bosco foram distribuídos 637 tablets pelo projeto Dom Digital, iniciado em 2010 com a entrega de notebooks a alunos do ensino médio. Em 2011 foram adotados os tablets, mais funcionais e fáceis de manusear e carregar. Na opinião do diretor-geral do grupo, Durval Antunes Filho, o recurso veio para ficar. “Ou você se moderniza, ou está fadado ao insucesso. Hoje o aluno quer informação rápida, e você precisa dotar o professor de recursos para que ele acompanhe essa nova era.” Os alunos levam o equipamento para casa.

No Colégio Positivo, os tablets são distribuídos aos alunos do 1.º e do 2.° ano do ensino médio. Na Sede Ângelo Sampaio, 220 alunos que cursam o ensino integral utilizam o equipamento durante as atividades pedagógicas. “As aulas ficam mais divertidas. Acho que o tablet vai estar cada vez maispresente em sala de aula”, diz o estudante do 2.º ano do colégio Alexandre Slaviero. O tablet é utilizado principalmente em aulas de Física e Matemática, que exigem muitos conceitos abstratos e cálculos. Ao final das aulas, os alunos devolvem os aparelhos.

DESAFIOS

Antes de introduzir o tablet em sala de aula, a professora da Universidade Federal do Paraná Gláucia da Silva Brito, especialista no uso de tecnologias no ensino, lembra que a Escola precisa se planejar para não desperdiçar oportunidades. A familiaridade dos alunos com os recursos disponíveis pode ser tanto uma forma de prender a atenção para um conteúdo mais interessante quanto um motivo de dispersão e consequente perda de controle por parte dos professores.

Nos dois colégios, os professores monitoram constantemente o conteúdo acessado e a visita a redes sociais e sites alheios à aula é bloqueada. Especialistas, no entanto, afirmam que o processo exige menos repressão e mais planejamento, pois até as redes sociais como Facebook e microblogs como Twitter podem ser úteis no processo de aprendizado.

“É preciso se perguntar: como eu posso utilizar essa ferramenta para dar uma aula de Português, de Matemática ou de Física? Em quais atividades? Por quanto tempo? Antes de tudo, é preciso dominar o conteúdo e saber dar aula. É o conteúdo que vai fazer a diferença”, diz Gláucia, que defende o uso de tecnologia em sala de aula. “Os professores têm de ser professores de seu tempo.”

PROFESSOR PRECISA ESTAR CAPACITADO

Como a tecnologia dos tablets ainda é nova – os primeiros modelos surgiram em 2010 –, ainda há dúvidas por parte dos professores a respeito do potencial do equipamento em sala de aula. Para a coordenadora do curso de pós-graduação em Educomunicação da FAE Business School, Regina Luque, o principal obstáculo é a capacitação de professores, que muitas vezes não têm familiaridade com as tecnologias da informação e Educação como um todo.

Sem a formação, diz a professora, desperdiça-se a oportunidade de aproximar o aluno do conteúdo através de uma ferramenta que ele domina e aprecia. “É algo semelhante ao que houve com a introdução do vídeo em sala de aula. O professor passa um filme, mas não sabe como utilizá-lo para ensinar a matéria. O equipamento vira apenas uma fonte de entretenimento e não de conhecimento.”

Com o papel do professor subestimado, corre-se o risco de que o processo seja uma mera migração do papel para a tela. “Não adianta somente substituir. É necessário ter um diferencial”, diz o diretor do Colégio Positivo Ângelo Sampaio, Celso Hartmann. “O professor tem de ser crítico, ter um papel ativo e ser constantemente treinado.”

Ao matricularem os filhos num colégio com essa proposta, os pais devem analisar sempre se o professor está capacitado – se consegue tirar dúvidas e possui um planejamento disponível – e se a Escola lhe dá apoio para se aperfeiçoar. “O professor deve dominar tanto a parte técnica quanto a pedagógica. Deve saber usar o equipamento como usuário e também como professor”, diz Regina Luque.

APRENDIZADO PASSA POR MUDANÇAS

Familiarizados com a tecnologia, os estudantes têm aprovado o uso dos tablets em sala de aula, embora ainda prefiram ler e escrever no modo tradicional. Nos colégios Positivo e Dom Bosco, que distribuem o aparelho para os alunos do ensino médio, a tecnologia é utilizada principalmente para a resolução de exercícios e nas aulas que exigem pesquisas de textos, como História e Língua Portuguesa.

Disciplinas consideradas “áridas”, como Física, ficaram mais interessantes e menos abstratas com a adoção de simuladores e vídeos.

Numa aula sobre velocidade, por exemplo, é possível inserir dados e observar um carro realizar diferentes movimentos em tempo real. “O aluno não apenas imagina, ele também projeta e interage com os conceitos”, diz o professor de Física do Positivo Jackson Milani.

É comum que o professor primeiro use os simuladores para depois explicar a matéria, o que faz com que os alunos observem o fenômeno antes de conhecer sua definição, muitas vezes abstrata quando explicada sem exemplos concretos. “A prática vem antes da teoria. Eles ficam fascinados”, diz Milani.

Um diferencial em relação ao computador é poder levar o equipamento para aulas ao ar livre, o que auxilia em lições sobre botânica, por exemplo. Também é possível pesquisar dados e responder a exercícios sem a necessidade de ir ao laboratório de informática ou esperar a aula acabar para iniciar as tarefas de casa.

“Com essa mudança, acredito que o modo de aprender vai passar por uma grande transformação. Aliás, essa transformação já está ocorrendo. Notamos que a participação e o interesse estão maiores”, diz o professor de Física e coordenador do Projeto Dom Digital, Raphael Corrêa.

Fonte: Gazeta do Povo (PR), 11/03/2012.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1232256

Professores do ensino médio serão os primeiros a usar o tablet nas escolas públicas

Uma notícia como a que transcreverei a continuação deve ser bem recebida neste momento tão importante em que todas as editoras estão preparando seus conteúdos digitais interativos para atender às exigências do próximo edital do PNLD 2014 com entregas previstas para maio deste ano de 2012.

Professores do ensino médio serão os primeiros a usar o tablet nas escolas públicas

02/02/2012, por Carolina Pimentel, Agência Brasil.

Brasília – O uso de tablet na rede pública de ensino vai começar pelos professores do ensino médio. A partir do segundo semestre, o Ministério da Educação (MEC) deve iniciar a distribuição dos equipamentos para 598.402 docentes.

Os primeiros da lista são os professores de escolas que já têm internet em alta velocidade (banda larga), que somam 58.700 unidades. A ideia é o computador portátil chegar a 62.230 escolas públicas urbanas.

Para o MEC, o programa tem mais chances de sucesso se o professor dominar o equipamento e o seu uso, antes de chegar ao aluno. “A inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar”, disse o ministro Aloizio Mercadante. Cursos de capacitação presencial e à distância vão ser oferecidos ao professor, assim que o aparelho começar a ser distribuído.

Com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar a internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento – revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, principais jornais do país e aulas de física, matemática, biologia e química da Khan Academy, organização não governamental que distribui aulas on-line usadas em todo o mundo.

As aulas preparadas no tablet, segundo o ministro, serão apresentadas por meio da lousa digital, espécie de retroprojetor combinado com computador, que muitas escolas já usam desde o ano passado. No decorrer de 2011, foram entregues 78 mil desses equipamentos.

Para o ministro, a tecnologia do tablet, em que os comandos podem ser acionados por meio de toques na tela, é mais “amigável” para leitura e acesso à internet em comparação a outros computadores.

Com a novidade, Mercadante espera também tornar a sala de aula mais atrativa para os adolescentes. “O ensino médio é o grande nó da educação. Os indicadores não são bons e a evasão escolar é alta. A escola não está atrativa para o jovem. Esses equipamentos fazem parte do esforço para melhorar o ensino médio”, diz.

Para levar o tablet à sala de aula, o MEC irá desembolsar de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões para comprar até 600 mil unidades este ano. Em dezembro passado, o ministério abriu licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos de fabricação nacional, de 7 e 10 polegadas, com câmera, microfone e bateria de seis horas de duração.

O governo pagará quase R$ 300 pelo tablet de 7 polegadas e aproximadamente R$ 470, pelo de 10 polegadas. No mercado, conforme o ministério, o equipamento de 7 polegadas custa cerca de R$ 800.

Apesar do processo de compra ter sido iniciado no ano passado, Mercadante destaca o programa como uma de suas primeiras ações no comando do ministério. “Esse programa foi desenhado nesse período que estou aqui”, disse, explicando que a gestão do antecessor, Fernando Haddad, lançou o edital de compra para atender a pedidos de estados e municípios.

As empresas Digibras e a Positivo venceram a licitação. O contrato deve ser fechado somente em abril, após o Inmetro avaliar se os produtos atendem às exigências do edital.

Depois de distribuir para os professores do ensino médio, o ministro quer entregar os aparelhos para os docentes do ensino fundamental. Ainda não há previsão sobre quando os alunos receberão o equipamento.

Apesar da chegada do tablet nas escolas, Mercadante garante que isso não significa o fim do Programa Um Computador por Aluno (UCA), que distribui laptop aos estudantes.

Dois aspectos que ressaltam positivamente nessa notícia são a importância dada para a formação do professor, pois há muito tempo que digo que a matemática econômica deveria ser bastante simples para a classe dirigente que cuida das políticas sobre TIC nas escolas (cada real gasto em tecnologia deverá ter, como mínimo, outro real gasto na formação CONTINUADA dos professores), junto com o cuidado que parece haver também  neste novo projeto para que os tablets venham  acompanhados de material com possibilidades educacionais.
Gostaria de observar também que ninguém pode negar a importância de ganhar em experiência com os laptops do proUCA, principalmente os professores, mas é verdade que em termos de portabilidade, entre um tablet de 7 polegadas e um laptop com tela de 7 polegadas também, qual você preferiria para levar na mochila escolar?


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